Karina Soledad Maldonado Molina Pagnez
Apostila de Metodologia
do Trabalho Científico
São Paulo - 2007
A Pesquisa
A palavra pesquisa nos acompanha desde os primeiros
anos de escolarização, em que nossos professores solicitavam pesquisas.
A pesquisa resumia-se à busca
por textos em livros, revistas e enciclopédias que seriam copiados literalmente
em folhas de almaço e entregues aos professores. Atualmente as buscas são
feitas em sites e impressos, alguns
alunos optam por transferir o material para o word.
Nos dois casos os alunos não
compreenderam o que realmente é pesquisar, e principalmente acabam
desconsiderando a atividade da pesquisa como algo importante e fundamental para
a construção do conhecimento.
A Pesquisa é o ato pelo qual
procuramos obter conhecimento sobre alguma coisa. Com esta definição assim tão
ampla, podemos dizer que estamos sempre pesquisando em nosso dia-a-dia.
Toda vez que buscamos alguma
informação ou nos debruçamos na solução de algum problema, colhemos para isso
os elementos que consideramos importantes para esclarecer nossas dúvidas,
aumentar nosso conhecimento, ou fazer uma escolha. Assim, podemos falar em
pesquisar o sentido exato de uma palavra no dicionário; ou em pesquisar a
melhor maneira de temperar uma comida; ou em pesquisar os preços de certo
produto em várias lojas.
Contudo, num sentido mais
restrito, visando à criação de um corpo de conhecimentos sobre um certo
assunto, o ato de pesquisar deve apresentar certas características específicas.
Não buscamos, com ele, qualquer conhecimento, mas um conhecimento que
ultrapasse nosso entendimento imediato na explicação ou na compreensão da
realidade que observamos. Um
conhecimento que pode até mesmo contrariar esse entendimento primeiro e negar
as explicações óbvias a que chegamos com nossas observações superficiais e
não-sistemáticas. Um conhecimento que obtemos indo além dos fatos, desvendando
processos, explicando consistentemente fenômenos segundo algum referencial.
Neste caso, estamos fazendo
pesquisa para construir o que entendemos por ciência, ou seja: tentando
elaborar um conjunto estruturado de conhecimentos que nos permita compreender
em profundidade aquilo que, à primeira vista, o mundo das coisas e dos homens
nos revela nebulosamente ou sob uma aparência caótica. Vamos então percorrer
aqueles caminhos que nos parecem, segundo critérios, mais seguros para
construir uma compreensão aproximada dos homens, da natureza, das relações
humanas, etc.
A pesquisa, assim, reveste-se
de algumas características peculiares para que possamos ter uma certa segurança
quanto ao tipo de conhecimento gerado. Note-se que falamos em uma certa
segurança e não segurança absoluta. Isto porque, na produção de conhecimentos,
sempre temos uma margem de incerteza, mesmo que esta, em alguns casos, seja de
fato extremamente pequena. Para o pesquisador não existem dogmas, verdades
reveladas e absolutas, vale dizer não há conhecimento absoluto e definitivo. Os
conhecimentos são sempre relativamente sintetizados sob certas condições ou
circunstâncias, dependendo das teorias, dos métodos, das temáticas que o
pesquisador escolhe para trabalhar. Mas, essas sínteses devem ter consistência
e plausibilidade.
Quem pesquisa procura
descrever, compreender ou explicar alguma coisa. É uma das maneiras de que nos
valemos, em última análise, em qualquer campo de conhecimento, para solucionar
problemas. Para responder a algumas incógnitas, segundo alguns critérios. Por
tanto, o conhecimento obtido pela pesquisa é um conhecimento vinculado a
critérios de escolha e interpretações de dados, qualquer que seja a natureza
destes dados.
Estes critérios têm a ver com a
teoria que estamos trabalhando ao pesquisar, e/ou com a maneira pela qual
selecionamos os dados que observamos e as informações que trabalhamos, e/ou com
a lógica que empregamos em todo o desenvolvimento do trabalho. Esses critérios
não são únicos nem universais e não há receita pronta para eles. Cada
pesquisador com seu problema tem que criar seu referencial de segurança. Não há
um modelo de pesquisa científica, como não há “o” método científico para o
desenvolvimento da pesquisa. Esta é uma falsa idéia, pois o conhecimento
científico se fez e se faz por meio de uma grande variedade de procedimentos e
a criatividade do pesquisador em inventar maneiras de bem realizar os seus
estudos tem que ser muito grande. A pesquisa não é, de modo algum, na prática,
uma reprodução fria das regras que vemos em alguns manuais. O próprio
comportamento do pesquisador em seu trabalho é-lhe peculiar e característico.
É claro que, no mundo da
pesquisa, pela própria experiência vivida pelos pesquisadores, temos algumas
pistas para não incorrermos em excessivos vieses ou cairmos nas armadilhas de
nossos desejos, que poderão tornar nossos resultados e conclusões inócuos ou
inválidos. Mas daí a crer que há um só método para se fazer ciência a distância
é grande demais.
Na pesquisa, algo muito
importante são os dados com os quais trabalhamos. E dado pode ser desde um
conjunto de medidas bem precisas que tomamos até depoimentos, entrevistas,
diálogos, discussões, observações, etc. de que nos servimos para a geração de
algum conhecimento que acrescente alguma coisa à compreensão do problema que
nos interessa.
Conhecimentos são sempre
relativamente determinados sob certas condições ou circunstâncias, dependendo
do momento histórico, de contextos, das teorias, dos métodos, das técnicas que
o pesquisador escolhe para trabalhar ou que dispõe.
Portanto, o conhecimento obtido
pela pesquisa é um conhecimento situado, vinculado a critérios de escolha e
interpretação de dados, qualquer que seja à natureza destes dados.
Sem reflexão e auto-reflexão
sobre o ato de conhecer, as formas de ver e colocar problemas, a maneira de
tentar abordá-los, sem crítica e autocrítica não há pesquisa. Porque pesquisar é
avançar, é transformar conhecimentos e não fabricar análises segundo
determinados formatos. Balizas, sim, consistência, sim, plausibilidade, sim,
aprisionamento do real em dogmas, não.
A Pesquisa Científica
Há algum tempo, considerava-se
a pesquisa científica como “coisa de gênio”, ou seja, algo excepcional, fruto
da “inspiração”, avesso a qualquer tipo de planejamento.
Atualmente não podemos mais
admitir a idéia de “estalo”, pois sabe-se que as descobertas e as invenções do
mundo moderno não ocorrem por acaso ou por “intuição” , mas por meio de
pesquisas sistemáticas e organizadas.
A pesquisa científica
pressupõe:
·
A
produção de ciência/conhecimento científico;
·
Derivação
da ciência/conhecimento científico;
·
Acompanha
o modelo de tratamento científico.
Portanto atribui-se à pesquisa
científica como características básicas: a criatividade e a contribuição
substancial ao processo cumulativo do conhecimento científico.
“Pesquisa
científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida
e redigida de acordo com as normas da metodologia consagrados pela ciência”.(RUIZ, 1991, pág. 48)
“A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através
do emprego de processos científicos.”(CERVO, 1983, pág. 50)
Finalidades
Segundo Andrade(2002) :
“As
finalidades da pesquisa científica podem ser classificadas em dois grupos: o
primeiro tem por objetivo a satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, a
“ciência pura”; o segundo tem por finalidade as aplicações práticas, que se
concretizam por meio das chamadas
“ciências aplicadas’.”
Portanto, a finalidade
principal da pesquisa científica seria concorrer para o progresso das ciências
com novas descobertas e novas conquistas. Há, porém, outras atividades que se
destinam a aplicar os conhecimentos científicos para a solução dos mais
variados problemas, individuais ou coletivos, que são as “ciências aplicadas” e
“tecnológicas”.
Na realidade, “pesquisa pura”,
realizada por cientistas, movidos por razões de ordem intelectual, cujo
objetivo é alcançar o saber, “descobrir a teoria dos fatos” e “pesquisa
aplicada”, voltada para os fins práticos, que tem por objetivo solucionar os
problemas concretos da vida moderna, não constitui departamentos estanques,
exclusivos entre si. A “pesquisa pura” pode, eventualmente, proporcionar
conhecimentos passíveis de aplicações práticas, enquanto a “aplicada” pode
resultar na descoberta de princípios científicos que promovam o progresso da
ciência em determinada área.
Toda pesquisa científica que
envolve seres humanos deve ser avaliada pelo Comitê de Ética e Pesquisa,
constituído por uma equipe multiprofissional. O projeto de pesquisa deve também
obedecer às normas e diretrizes da Resolução nº196/96 sobre pesquisa envolvendo
seres humanos, da Comissão Nacional de ética em Pesquisa, do Ministério da
Saúde, disponível em <http://www.aids.gov.br/rescns.htm>
Requisitos para uma
pesquisa
A realização de uma pesquisa
pressupõe alguns requisitos básicos, tais como a qualificação do pesquisador,
os recursos humanos, materiais e financeiros. Entre as qualidades intelectuais
e sociais do pesquisador, Gil (1987,p. 20) destaca:
“a-
conhecimento do assunto a ser pesquisado;
b- curiosidade;
c- criatividade;
d- integridade intelectual;
e- atitude autocorretiva;
f- sensibilidade social;
g- imaginação disciplinada;
h- perseverança e paciência;
i- confiança na experiência.”
Além do tempo para dedicar-se
ao desenvolvimento da pesquisa, o pesquisador, deverá gerenciar a logística:
equipamentos, livros, instrumentos, materiais, terceirização de atividades
entre outros elementos. Ou seja, no desenvolvimento da pesquisa deverão ser
levados em conta os recursos humanos e materiais, tais como disponibilidade de
tempo e o indispensável suporte financeiro.
O método científico
Desde que o homem começou a
tomar consciência do mundo exterior e a interrogar-se a respeito dos fatos da
natureza, foi impulsionado pelo “querer saber”. Como resultado deste processo
temos necessariamente a vontade de “saber fazer”, descobrindo ou construindo os
caminhos que pudessem conduzi-lo a seu objetivo, surgindo assim a necessidade
do método. A palavra método tem origem etimológica no grego (metha+hodós),
caminho para se chegar a um fim.
Mesmo havendo esta busca dos
caminhos pelos quais o homem conhece, as idéias básicas do método científico de
pesquisa foram formalizadas por René Descartes(1596-1650) filósofo francês, em
sua obra Discurso do Método.
Para Descartes somente existe o
pensamento e dele tudo depende; este autor postula que chegamos ao conhecimento
por intermédio da razão.
Um fundamento da filosofia
cartesiana é a idéia clara e distinta, a partir da dúvida, que resulta da
falibilidade dos conhecimentos. Pois a percepção que temos das coisas é
limitada, e pode levar-nos a enganos. Por exemplo, um bastão dentro da água nos
dá a impressão de estar partido, resultado do fenômeno da refração.
No que se refere à idéia clara e distinta,
a mesma deve encontrar-se isenta de idéias pré-concebidas e preconceitos. Tendo
origem na intuição e na dedução. Segundo Descartes, para se chegar à verdade há
apenas dois caminhos a intuição e a dedução. A intuição é um ato do
entendimento e a dedução, uma nova instituição, com base em duas intuições
anteriores. Neste ponto temos uma alusão clara ao raciocínio silogístico,
Silogismos constituídos por três termos e três proposições categóricas por
exemplo:
Todas as baleias são mamíferos.
Alguns animais são baleias.
Logo, alguns animais são mamíferos.
Mas na estruturação proposta
por Descartes, coloca-se em destaque que a idéia clara e distinta é de tipo
matemático. Este é o pensamento cartesiano, para a qual é fundamental
determinar o problema, dividi-lo em partes, ordenar os conceitos,
simplificando-os, enumerar todos seus elementos e determinar o lugar de cada um
no conjunto da dedução.
Para Francis Bacon (1561 –
1626) o método de Descartes, não leva a nenhuma descoberta, apenas esclarece o
que já está implícito. Para Bacon, é somente pela observação que se torna
possível conhecer algo novo. Este processo privilegia o método indutivo. Este
método consiste em enumerar os enunciados sobre o fenômeno que ser quer
pesquisar e, pela observação, procura-se encontrar algo que está presente nas
ocorrências desse fenômeno.
Mais tarde, Galileo Galilei
(1564-1642), físico e astrônomo italiano, na obra Diálogo sobre as novas
ciências (1638), expõe o método experimental, empregado nas pesquisas que
se situam na faixa intermediária entre as formais e as da natureza.
O método experimental baseia-se
na formulação de uma hipótese ou conjectura sobre o fenômeno a ser pesquisado;
na enunciação de uma série de teoremas, ou teses teóricas e na execução de
experiências, com a finalidade de obter-se a confirmação ou negação de hipótese
formulada.
No século XIX, Augusto Comte
(1798-1857), filósofo e matemático francês, classificou as ciências segundo o
grau crescente de complexidade, das mais abstratas para as mais complexas:
matemática, astronomia, física, química, biologia, sociologia e moral. Este
filósofo foi um marco para a construção da ciência e principalmente para o
método científico, através da instituição do positivismo.
A
partir de Comte a ciência é o conhecimento máximo da humanidade, portanto, o
conhecimento é positivado através da observação empírica e da experimentação.
No positivismo temos:
a- Crença – Máquina
A Realidade é acessível capaz
de ser medida e descrita, desmistificando a natureza humana.
b- Pólos distintos – (Sujeito –
Objeto)
Objetividade/ Neutralidade/
Controle
c- Experimento
v
Manipulação
de variáveis
v
Método
uno
v
Pré-teste
v
Pós-teste
d- Variáveis
No pós-positivismo temos:
a- Modelos provisórios-
probabilidade
b- Sujeito – Objeto- não são
tão absolutamente distintos
Objetividade Parcial/ Tradição
lógica e consenso de pares
c- Variedade de métodos:
quantitativos/ qualitativos
Estudos em ambientes naturais
Relativização dos controles
Wilhelm
Wundt(1832-1920) psicólogo alemão, no final do século XIX, aliou o critério de
conteúdo ao de complexidade, para classificar as ciências em formais - lógica e
matemática e reais – ciências da
natureza e ciências do espírito.
Dessa
época em diante, diversos autores produziram outras classificações, com maiores
ou menores variações, sem, contudo, chegarem a um consenso. Sabe-se, porém, que
as ciências formais preocupam-se com o estudo das idéias, das teorias, enquanto
as factuais, com os fatos a elas referentes.
Segundo
esse ponto de vista, Bunge (Apud Lakatos,Marconi,1991 pg. 23) propõe:


FORMAL LÓGICA
MATEMÁTICA
CIÊNCIA





FACTUAL NATURAL FÍSICA
QUIMICA
BIOLOGIA
PSICOLOGIA
INDIVIDUAL





CULTURAL PSICOLOGIA
SOCIOLOGIA
ECONOMIA
CIÊNCIA
POLÍTICA
HISTÓRIA
MATERIAL
HISTÓRIA
DAS IDÉIAS
Atualmente encontramos Pedro
Demo que reconhece pelo menos quatro gêneros de pesquisas, intercomunicados:
a-
Pesquisa
teórica, dedicada a estudar teorias;
b-
Pesquisa
metodológica, que se ocupa dos modos de se fazer ciência;
c-
Pesquisa
empírica, dedicada a codificar a face mensurável da realidade social;
d-
Pesquisa
prática, ou pesquisa–ação, voltada para intervir na realidade social.
Para Luis Rey ainda, as
pesquisas científicas podem ser:
a- observações ou descrições originais de
fenômenos naturais, espécies novas, estruturais e funções, mutações e
variações, dados ecológicos etc.;
b- trabalhos experimentais, que submetem o
fenômeno estudado às condições controladas da experiência, abrangendo os mais
variados campos;
c- trabalhos teóricos, de análise ou síntese
de conhecimentos, levando à produção de conceitos novos, por via indutiva ou
dedutiva; apresentação e hipóteses, teorias etc.
Neste
trabalho optamos por apresentar estes dois autores, mas há outras
classificações de pesquisa quanto à natureza, aos objetivos, aos procedimentos,
ao objeto etc.
Tipologia da Pesquisa
Os
tipos de pesquisa podem ser classificados de várias formas, por critérios que
variam segundo diferentes enfoques. Do ponto de vista das Ciências, por
exemplo, a pesquisa pode ser biológica, médica, físico-química, matemática,
histórica, pedagógica, social etc. E este critério é amplamente utilizado por
diversos autores. Este procedimento tem sua lógica, uma vez que a pesquisa
científica exige métodos e técnicas adequados a cada área da ciência.
a- Pesquisa quanto à natureza
No
que se refere à natureza da pesquisa ela pode constituir-se em trabalho
científico original ou em resumo de assunto. Por trabalho científico original
entende-se uma pesquisa realizada pela primeira vez, que venha a contribuir
para a evolução do conhecimento em determinada área da ciência. O resumo de
assunto é um tipo de pesquisa que dispensa a originalidade, mas não o rigor
científico.
b- Pesquisa quanto aos objetivos
v
Pesquisa exploratória – configura-se como a fase preliminar,
antes do planejamento formal do trabalho. São finalidades da pesquisa
exploratória proporcionar maiores informações sobre o assunto que se vai
investigar; facilitar a delimitação do tema da pesquisa; orientar a fixação dos
objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir um novo tipo de enfoque
para o assunto. Por meio da pesquisa exploratória, avalia-se a possibilidade de
desenvolver um bom trabalho, estabelecendo-se os critérios a serem adotados, os
métodos e as técnicas adequados.
v
Pesquisa descritiva – nesse tipo de pesquisa, os fatos são
observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o
pesquisador interfira sobre eles. Portanto, os fenômenos do mundo físico e
humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador.
v
Pesquisa explicativa – Esse é um tipo de pesquisa mais
complexo, pois, além de registrar, analisar, classificar e interpretar os
fenômenos estudados, procura identificar os seus fatores determinantes. Este
tipo de pesquisa tem como objetivo aprofundar o conhecimento da realidade,
procurando as razões dos fenômenos e é justamente por este motivo que está
sujeita a erros. É destas pesquisas explicativas que resulta a constituição do
conhecimento científico.
Este tipo de pesquisa utiliza o
método experimental, que possibilita um controle e manipulação de variáveis,
mais significativa, estas pesquisas são chamadas de pesquisas “quase
experimentais”.
c- Pesquisa quanto aos procedimentos
A
forma pela qual se obtém os dados necessários para a elaboração da pesquisa,
constituem os procedimentos da pesquisa, estes permitem distinguir as pesquisas
“de campo” e as pesquisas de “fontes de papel”.
Nesta
modalidade, incluem-se a pesquisa bibliográfica e a documental. Já nas
pesquisas de campo a coleta de dados é efetuada diretamente no local de
ocorrência dos mesmos.
d- Pesquisa quanto ao objeto
As
pesquisas são classificadas em: bibliográfica, de laboratório e de campo.
ü
Pesquisa
bibliográfica - tanto pode ser um
trabalho em si mesmo, quanto constituir-se em procedimento preparatório para a
realização de outra pesquisa.
ü
Pesquisa
de laboratório – não é sinônimo de pesquisa experimental, ainda que a grande
maioria das pesquisas de laboratório seja experimental.
ü
Pesquisa
de campo – desenvolvida principalmente nas ciências sociais, não se caracteriza
como experimental, pois não tem o objetivo de produzir ou reproduzir fenômenos,
embora, em determinada circunstância seja possível fazer uma pesquisa de campo
experimental.
Métodos e Técnicas de
Pesquisa
Para iniciarmos esta análise faz-se
necessário definirmos conceitos:
Método: são técnicas suficientemente gerais para se tornarem comuns a todas as
ciências ou a uma significativa parte delas. (Kaplan, 1969. p. 25)
Técnicas:
conjunto de preceitos ou processos de que
se serve uma ciência ou arte; é a habilidade para usar esses preceitos ou
normas, a parte prática. Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de
seus propósitos. (Marconi, 1990. p. 57)
Podemos deduzir a partir desta
definição que o método é o mais geral, enquanto a técnica é mais específica, ou
que ainda não tem o status de método.
A distinção de método e técnica
é definida por Ruiz (1991) como:
“
A rigor, reserva-se a palavra método para significar o traçado das etapas
fundamentais da pesquisa, enquanto técnica significa os diversos procedimentos
ou a utilização de diversos recursos peculiares a cada objeto de pesquisa,
dentro das diversas etapas do método.”
Os métodos podem ser
classificados em métodos de abordagem e métodos de procedimentos, estes
últimos, podem ser confundidos com técnicas, segundo a conceituação vigente.
Para
melhor compreensão estaremos definindo os métodos de procedimentos e métodos de
abordagem, estes últimos são procedimentos gerais, que norteiam o
desenvolvimento das etapas fundamentais de uma pesquisa científica, permitindo,
por isso, seu emprego em várias ciências. Por exemplo: o método dedutivo, é um
método de abordagem que poderá ser adotado em diferentes áreas do conhecimento.
E os métodos de procedimento dizem respeito a procedimentos específicos,
relacionados com as etapas do trabalho.
Métodos de Abordagem
Os métodos
de abordagem conforme o tipo
de raciocínio empregado classificam-se em:
a-
Método
dedutivo: o caminho das conseqüências, cria-se uma cadeia descendente, ou seja
do geral para o particular, o que leva à conclusão. Partindo-se das teorias e
leis gerais, pode-se chegar à determinação ou previsão de fenômenos
particulares, o percurso do raciocínio
faz-se da causa para o efeito.
Exemplo:
Todo homem é mortal.
_________________universal, geral;
Pedro é
homem;______________________ particular;
Logo, Pedro é mortal
__________________ conclusão.
b-
Método
indutivo: Na indução percorre-se o caminho inverso ao da dedução, a cadeia de
raciocínio estabelece-se em uma conexão ascendente, do particular para o geral.
Neste caso, as constatações particulares é que levam às teorias e leis gerais,
partindo-se dos dados conhecidos e particulares para chegar aos fatos gerais e
desconhecidas. O percurso do raciocínio faz-se do efeito para a causa.
Exemplo:
O calor dilata o ferro:
____________________ particular;
o calor dilata o bronze:
___________________ particular;
o calor dilata o cobre:
__________________ particular;
logo, o calor dilata todos os
metais_________ geral, universal.
c-
Método
hipotético-dedutivo: este método é considerado lógico por excelência,
relacionando-se historicamente com a experimentação, motivo pelo qual é
amplamente utilizado no campo das pesquisas das ciências naturais. Enquanto o
método indutivo limita-se às generalizações empíricas das observações
realizadas, o método hipotético-dedutivo permite chegar à construção de teorias
e leis.
d-
Método
Dialético: o método dialético não envolve apenas questões ideológicas,
geradoras de polêmicas. Trata-se de um método de investigação da realidade pelo
estudo de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança
dialética que ocorre na natureza e na sociedade.
O método dialético é contrário
a todo conhecimento rígido: tudo é visto em constante mudança, pois sempre há
algo que nasce e se desenvolve e algo que se desagrega e se transforma.
Métodos de procedimentos
Os
métodos de procedimentos não são exclusivos entre si, devendo ser aplicados
adequadamente a cada área de pesquisa. Estes métodos classificam-se em:
histórico, comparativo, monográfico, estatístico, funcionalista e o
estruturalista, podem ser empregados concomitantemente no mesmo trabalho, se
adequados aos objetivos da pesquisa.
O
método histórico constitui-se especificamente das investigações de
acontecimentos, processos e instituições do passado, para verificar a
influência destes na sociedade de hoje.
O método comparativo realiza
comparações com a finalidade de verificar semelhanças e explicar divergências
entre grupos do presente, ou entre estes com os do passado.
O método monográfico, ou estudo
de caso, consiste na observação de determinados indivíduos, profissões,
condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter
generalizações.
O método estatístico, fundamenta-se
na utilização da teoria estatística das probabilidades. A manipulação
estatística permite comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter
generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou significado.
O método funcionalista é mais
um método de interpretação que de investigação. Enfatizando as relações e o
ajustamento entre os diversos componentes de uma cultura ou sociedade. Assim
sendo este tipo de pesquisa permite o estudo da sociedade do ponto de vista da
função das suas unidades.
O método estruturalista,
desenvolvido por Lévi-Strauss, parte da investigação de um fenômeno concreto,
atinge o nível do abstrato, mediante a constituição de um modelo que represente
o objeto de estudo, retornando ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada
e relacionada com a experiência do sujeito social. Este método caminha do
concreto par o abstrato e vice-versa, dispondo, na segunda etapa, de um modelo
para analisar a realidade concreta dos diversos fenômenos.
O termo estruturalismo é
utilizado para designar as correntes de pensamento que recorrem à noção de
estrutura para explicar a realidade em todos os níveis.
Técnicas
As
técnicas são conjuntos de normas usadas especificamente em cada área das
ciências, estando relacionadas com a coleta de dados, ou seja, a parte prática
de pesquisa.
As
técnicas de pesquisa podem ser agrupadas em:
1. Documentação indireta – incluem-se nos
procedimentos da documentação indireta a pesquisa bibliográfica e a pesquisa
documental. Quanto à pesquisa documental, difere da bibliográfica somente pelo
tipo de documentos consultados.
2. Documentação direta – abrange: (1)
observação direta intensiva e (2) observação direta extensiva. A primeira
compreende as técnicas de observação propriamente ditas e as entrevistas. A segunda,
técnicas de pesquisa mais utilizadas nas pesquisas de campo.
A observação direta intensiva
poderá ocorrer em diferentes modalidades:
ü
sistemática
–quando planejada e estruturada;
ü
assistemática – não estruturada;
ü
participante
– quando o pesquisador participa dos fatos observados;
ü
não
participante – o pesquisador limita-se à observação dos fatos;
ü
individual
– realizada por um pesquisador apenas;
ü
em
equipe – pesquisa desenvolvida por um grupo de trabalho;
ü
na
vida real – os fatos são observados “em campo”, em ambiente natural;
ü
em
laboratório – os fatos são observados em laboratório, salas, ou seja, em
ambiente artificial, embora o pesquisador procure reproduzir o ambiente natural
do fato estudado.
Entrevista: técnica de
observação direta intensiva muito empregada na pesquisa das ciências sociais.
Oferece ambiente favorável para a coleta de informações precisas e de se
observar atitudes, gestos, reações etc. A entrevista exige alguns cuidados:
ü
facilidade
de comunicação e adaptação ao nível de linguagem do entrevistado;
ü
boa
educação e preparo cultural para indagar, mesmo a respeito de assuntos que
ainda não conheça profundamente;
ü
apresentação
pessoal agradável e simpatia, a fim de inspirar confiança no entrevistado em
relação ao entrevistador;
ü
espírito
de observação agudo, para tirar o máximo proveito do que for observado durante
a entrevista;
ü
imparcialidade:
não influenciar os entrevistados com gestos, palavras ou opiniões pessoais;
ü
honestidade
e precisão no desenvolvimento do trabalho.
A observação direta extensiva
constitui-se de técnicas empregadas, principalmente, na coleta de dados das
pesquisas de campo:
ü
formulários
– consiste em uma série de perguntas que são formuladas e anotadas pelo
pesquisador;
ü
questionários
– conjunto de perguntas que são respondidas pelo informante, sem a presença do
pesquisador;
ü
testes
– instrumentos de pesquisa que têm por finalidade obter dados de forma
quantitativa;
ü
história
de vida – tem por objetivo obter dados da experiência particular e íntima do
informante, que sejam relevantes para o esclarecimento do assunto em estudo.
Etapas de uma pesquisa
científica
Para
o desenvolvimento de uma pesquisa é fundamental o emprego de um conjunto de
normas e procedimentos racionais, sistematizados, que devem ser minuciosamente
planejados. Este planejamento constitui-se por etapas, para cada etapa deve-se
definir métodos e técnicas, os procedimentos e demais determinantes para o
desenvolvimento da pesquisa.
Para
compreendermos melhor as etapas da pesquisa:
Fase 1
A determinação do problema.
Etapas:
ü
Selecionar
o assunto.
ü
Definir
e formular o problema da pesquisa.
ü
Reunir
e selecionar a documentação sobre o assunto-problema pesquisado.
ü
Elaborar
a revisão da literatura sobre o problema da pesquisa.
Fase 2
A organização da pesquisa
Etapas:
ü
Descrever
o objeto da pesquisa em relação a um referencial teórico.
ü
Formular
as hipóteses de trabalho.
ü
Determinar
a fórmula de experimentação ou descrever aos métodos escolhidos para coletar ou
completar os dados.
ü
Construir
os instrumentos necessários à coleta de dados.
ü
Definir
a população da pesquisa ou experimentação.
ü
Planificar
a coleta de dados.
Fase 3
Execução da pesquisa de campo
Etapas:
ü
Estabelecer
um programa de trabalho.
ü
Coletar
os dados.
ü
Analisar
os resultados.
Fase 4
Redação do texto
Etapas:
ü
Redigir
o texto preliminar, explicando o fenômeno observado.
ü
Redigir
o texto definitivo, incorporando no texto, indicações e críticas pertinentes.
A importância da Leitura
Apesar de todo avanço
tecnológico observado na área de comunicações, principalmente audiovisuais, nos
últimos tempos, ainda é, fundamentalmente, através da leitura que se realiza o
processo de transmissão/aquisição da cultura. Daí a importância capital que se
atribui ao ato de ler, enquanto habilidade indispensável, nos cursos de graduação.
A leitura é vista como a
simples decodificação de sinais gráficos, isto é, não estão habituados a
encarar a leitura como processo mais abrangente, que envolve o leitor com o
autor, não há o empenho em prestar atenção em entender e analisar o que lêem. Tal
afirmativa comprova-se com um exemplo simples: é muito comum, em provas e
avaliações, os alunos responderem uma questão, com acerto, mas sem
correspondência com o que foi solicitado.
Aprender a ler não é uma tarefa
tão simples, pois exige uma postura crítica, sistemática, uma disciplina
intelectual por parte do leitor, e esses requisitos básicos só podem ser
adquiridos através da prática.
Os livros de modo geral
expressam a forma pela qual seus autores vêem o mundo; para entendê-los é
indispensável não só penetrar em seu conteúdo básico, mas também ter
sensibilidade, espírito de busca, para identificar, em cada texto lido, vários
níveis de significação, várias interpretações das idéias expostas por seus
autores.
“Refiro-me
a que a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta
implica a continuidade da leitura daquele.
De
alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra
não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de
escrevê-lo ou de reescrevê-lo, quer dizer, te transformá-lo através de nossa
prática consciente” (FREIRE, 1984, p. 22)
O processo de ler implica
vencer as etapas de decodificação, da intelecção, para se chegar à
interpretação e, posteriormente, à aplicação. A decodificação é uma necessidade
óbvia, tarefa que qualquer pessoa alfabetizada pode empreender: pois consiste
apenas na “tradução” dos sinais gráficos em palavras. A intelecção remete à
percepção do assunto, ao significado do que foi lido. A interpretação baseia-se
na continuidade da leitura do mundo, isto é, na apreensão e interpretação das
idéias, nas relações entre o texto e o contexto. Vencidas as etapas anteriores,
pode o leitor passar à aplicação do conteúdo da leitura, de acordo com os
objetivos que se propôs.
Para penetrar no conteúdo,
apreender as idéias expostas e a intencionalidade subjacente ao texto, é
fundamental que o leitor estabeleça um diálogo como autor, que se transforme,
certa forma, em co-autor, a fim de re-elaborar o texto, ou seja, reescrever o
mundo, como sugere Paulo Freire.
A leitura do texto, quando o
leitor se transforma em sujeito ativo, é um manancial de significações e
implicações que vão sendo descobertas a cada releitura.
“Importante é o aprendiz notar que cada nova leitura de um texto lhe
permitirá desvelar novas significações, não detectadas nas leituras anteriores”
(KOCH,1993, p. 162)
Tipos
de leitura:
- Icônica;
- Sonora;
- Gestual;
- Verbal.
Finalidades
da leitura:
- Lazer,
distração e entretenimento;
- Informativa
;
- Informativa
formativa.
Modalidades
de leitura:
- Oral ou
silenciosa;
- Técnica;
- Estudo;
- Higiene
Mental.
Leitura
informativa ou de estudo:
Este
tipo de leitura tem por finalidade a coleta de dados ou informações que serão
utilizados na elaboração de um trabalho científico ou para responder a questões
específicas.
Fases
da leitura de estudo:
- Leitura
de reconhecimento ou pré-leitura: a finalidade desta leitura é dar uma
visão global do assunto, ao mesmo tempo que permite ao leitor verificar a
existência ou não de informações úteis para o seu objetivo específico.
- Leitura
seletiva: seu objetivo é a seleção das informações que interessam à
elaboração do trabalho em perspectiva.
- Leitura
crítica ou reflexiva: exige estudo, compreensão dos significados. A
reflexão realiza-se através da análise, comparação, diferenciação e
julgamento das idéias contidas no texto.
- Leitura
interpretativa: mais complexa, compreende três etapas:
- procura-se
saber o que realmente o autor afirma, quais os dados e informações que
oferece;
- correlacionam-se
as afirmações do autor com os problemas para os quais se está procurando
uma solução;
- julga-se
o material coletado, em função do critério de verdade.
- Síntese:
integração racional dos dados coletados.
Tipos
de análise de textos:
- Análise
textual – leitura que tem por objetivo uma visão global, assinalando:
estilo, vocabulário, fatos, doutrinas, época, autor, ou seja, um
levantamento dos elementos importantes do texto.
- Análise
temática – apreensão do conteúdo ou tema, isto é, identificação da idéia
central e das secundárias, processos de raciocínio, tipos de argumentação,
problemas, enfim, um esquema do pensamento do autor.
- Análise
interpretativa – demonstração dos tipos de relação entre as idéias do
autor em razão do contexto científico e filosófico de diferentes épocas;
análise crítica ou a avaliação; discussão e julgamento do conteúdo do
texto.
Manual para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso
1 INTRODUÇÃO
A monografia é uma exigência
para a obtenção do título de especialista nos cursos de pós-graduação Latu Sensu oferecidos pelo Instituto de
Pesquisa Capacitação e Especialização.
Também denominada de monografia
científica, “deve oferecer uma ou algumas contribuições para a ciência, ainda
que essas contribuições sejam iniciais ou introdutórias” (VIEIRA, 1996, p.2).
É indispensável para a
realização de uma monografia que esta seja antecedida da elaboração de um
projeto de pesquisa. Ao fazer o projeto, o aluno adquire e amplia conhecimentos
sobre o tema escolhido, verifica a viabilidade da realização do estudo proposto
e define o objetivo do trabalho, os resultados a alcançar e os métodos para
consegui-lo. Segundo Loureiro e Campos (1999), um projeto bem feito permite
iniciar a monografia com um mínimo de dificuldades.
Trabalhos acadêmicos são
exposições por escrito sobre temas atribuídos em disciplinas de cursos de
graduação ou de pós-graduação.
Monografia, segundo Amora
(1997, p. 454), é um tratado acerca de um ponto particular de uma ciência ou
arte.
O estágio de prática
profissional é uma oportunidade para apreender e modificar a realidade das
organizações, ciência ou métodos.
1.1 JUSTIFICATIVA
Através
de diversas orientações metodológicas e técnicas, observou-se a necessidade de
elaboração de material escrito e gráfico que forneça aos alunos dos Cursos de
Pós-Graduação do IPCE embasamento à realização de trabalhos ou monografias de
conclusão de curso.
1.2
OBJETIVO GERAL
Elaborar Guia de Elaboração de
Projetos de Pesquisa e Monografias para os alunos dos Cursos de Pós-Graduação Latu Sensu do Instituto de Pesquisa,
Capacitação e Especialização.
1.3 OBJETIVOS ESPECIFICOS
- Revisar
Normas definidas e preconizadas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), no ano de 2003.
- Detalhar
normas metodológicas para elaboração de monografias.
1.4 LIMITANTES
Elaborou-se o Guia em questão com base na
ABNT/2002.
2
DESENVOLVIMENTO TEÓRICO
Através de revisões das normas
metodológicas atribuídas pela ABNT/2002, realizou-se resumo que segue, de todos
os tópicos que englobam e fazem parte de projetos de pesquisa e monografias.
2.1
METODOLOGIA
Metodologia é sinônimo de um
tratado de métodos, de técnicas, de processos de ensino, de maneiras de se
proceder no estudo de ciências que busquem fins determinados.
Segundo Amora (1997, p. 445)
“metodologia é a arte de orientar o espírito em busca da verdade”.
Independente do tipo de projeto
ou monografia, o uso de métodos é fundamental na contextualização da ciência.
Não se consegue perceber ciência, sem o uso de métodos. O método comprova e
prova a ciência.
A metodologia é a formatação quantitativa
e qualitativa da prática humana e das ciências, através do uso das palavras.
2.2 ETIMOLOGIA
Etimologia
vem de étimo + logos, isto é, o estudo da origem das palavras. Conhecer a
etimologia nos ajuda a ler melhor, escrever e comunicar melhor. Facilita o
entendimento quando apenas receptores da mensagem. Do ponto de vista
etimológico, comunicar significa tornar comum, acessível a todos. Nada mais
evidente que se entender o espírito da comunicação como a faculdade de
transmitir idéias de forma clara, de forma simples. Segundo Martins (2002)
etimologia é a dinâmica da comunicação.
“Que
tempo enorme uma palavra encerra.” (Shakespeare).
2.3 NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE MONOGRAFIAS
O termo monografia designa um
tipo especial de trabalho científico. Considera-se monografia aquele trabalho
que reduz sua abordagem a um único assunto, a um único problema, com um
tratamento especificado.
De acordo com Loureiro e Campos
(1999), a monografia é uma experiência de trabalho por meio da qual o aluno
aprende a organizar uma bibliografia sobre determinado assunto, bem como suas
próprias idéias, de modo a apresentá-las, por escrito, de forma coerente,
inteligível e encadeada. É uma oportunidade única para a aplicação dos
conceitos e modelos estudados ao longo do curso de formação acadêmica.
Monografia é a exposição de um
problema ou assunto específico, investigado cientificamente. O trabalho de
pesquisa pode ser denominado monografia quando é apresentado como requisito
parcial para obtenção do título de especialista, ou pode ser denominado
trabalho de conclusão de curso.
Apesar da diversidade de tipos
de monografias, existe uma ordenação lógica dos elementos que a compõem, que
deve ser obedecida. “É de fundamental importância a observância às normas
definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para
apresentação gráfica do texto” (MIRANDA, 1999, p.30).
Os elementos, pois, que compõem
a monografia dividem-se em:
|
|
|
|
Elementos
pré-textuaisÞ
|
Capa (obrigatório)
Folha de rosto (obrigatório)
Folha de aprovação (obrigatório)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (de bom tom agradecer ao IPCE)
Epígrafe (opcional)
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
|
|
Elementos
textuaisÞ
|
Introdução
(obrigatório)
Desenvolvimento (obrigatório)
Fundamentação
teórica (Revisão da literatura)
Metodologia
Apresentação
e análise dos dados
Conclusões (obrigatório)
|
|
Elementos
pós-textuaisÞ
|
Referências
(obrigatório)
Glossário
(opcional)
Apêndice
(opcional)
Anexo
(opcional)
|
2.3.1 Elementos
pré-textuais
O tipo de letra a ser utilizado deverá ser
o Arial, fonte 12, em todo corpo do trabalho. Exceções deverão ser feitas
quanto ao tamanho da letra a ser utilizada na capa, folha de rosto e folha de
aprovação, itens e títulos e resumo, conforme discriminado em cada um desses
itens.
2.3.1.1
Capa
Dura e Dorso
Elemento Obrigatório deve constar os
elementos essenciais necessários à identificação do documento. É a folha que
reveste a obra. A capa deve ser em cor azul Royal, com letras douradas. Todos
os dados devem ser digitados em letra maiúscula, espaçamento entre linhas de
1,5 cm, alinhamento centralizado e sem pontuação. A letra utilizada será com
fonte 14 e recurso tipográfico negrito.
O dorso deverá conter o nome do aluno, a
modalidade de trabalho, IPCE e o ano, todo com fonte 12, conforme segue.


Dorso: Frente:
|
N
O
M
E
D
O
A
U
T
O
R
|
|
Instituição
|
|
T
Í
T
U
L
O
|
|
2002
|


2.3.1.2
Capa
interna
Elemento obrigatório deve
constar os elementos essenciais necessários à identificação do documento. Deve
constar na parte superior o nome da Instituição e do Curso (fonte 14), a
categoria do trabalho (fonte 14), o título e subtítulo, se houver (fonte 14) e
recurso tipográfico negrito, nome do aluno (fonte 14), local (cidade e estado)
e ano (fonte 14). Todos os dados devem ser digitados em maiúsculo, espaçamento
entre linhas de 1,5 cm, alinhamento centralizado e sem pontuação.
|
INSTITUIÇÃO
CURSO
TÍTULO DA MONOGRAFIA
NOME DO
ALUNO
SÃO PAULO
- SP
2007
|
2.3.1.3
Folha
de Rosto
Elemento obrigatório deve
conter os elementos essenciais à identificação da obra. A folha de rosto deve
conter todos os dados da Capa, incluindo uma nota explicativa a respeito da
natureza do trabalho, contendo: nome da Instituição no qual está sendo
apresentado o trabalho, seu objetivo acadêmico e o nome do orientador.
Esta nota explicativa deve ser
digitada em letra com tamanho menor (11), alinhamento justificado, espaçamento
entre linhas simples (1cm), com recuo da margem esquerda de 7 cm.
|
NOME DO AUTOR
TÍTULO DA
MONOGRAFIA
Monografia apresentado Instituição requisito parcial para a
obtenção do título de Especialista em.
Orientador: Prof.
SÃO PAULO -SP
2007
|
2.3.1.4
Folha
de Aprovação
Elemento obrigatório, deve
conter o nome do autor (centralizado, fonte 12), título do trabalho
(centralizado, fonte 14 e com recurso tipográfico negrito) e o texto
explicativo da folha de rosto (alinhado à esquerda, justificado, fonte 11 e
espaçamento entre linhas simples). Deve conter, ainda, a data da aprovação
(alinhado à esquerda, fonte 12) e o nome dos membros componentes da banca
examinadora, com suas respectivas titulação e Instituição (centralizado, fonte
12)
2.3.1.5
Dedicatória
Elemento opcional, no qual o
autor do trabalho presta uma homenagem ou dedica seu trabalho a alguém que
contribuiu de alguma forma para sua consecução. Geralmente é breve e aparece
figurada na metade inferior da página, a 7 cm da margem esquerda, com
espaçamento simples.
2.3.1.6
Agradecimentos
Elemento
opcional, pode se referir tanto a pessoas quanto a entidades que contribuíram
de alguma forma para a elaboração do trabalho. A formatação deve obedecer ao
corpo do trabalho; parágrafo americano, espaçamento entre linhas de 1,5 cm,
sendo que cada parágrafo deve ser separado por um espaço (1,5cm). Com relação à
palavra AGRADECIMENTOS, deve figurar na primeira linha dessa página, com
recurso tipográfico negrito, alinhamento centralizado e letras maiúsculas, com
letra fonte 12. Após três espaços, deve-se iniciar o texto.
2.3.2.7 Epígrafe
Elemento
opcional. Deve conter uma citação de um pensamento que, de certa forma, embasou
ou inspirou o trabalho. Deve ser posicionada na metade inferior da página e
transcrita como aparece no original, com espaçamento entre linhas simples
(1cm), recuada da margem esquerda a 7 cm, sendo mencionados, abaixo do texto, o
nome do autor, o ano e a página da referida obra. Não se deve ser recurso
tipográfico itálico.
2.3.2.8
Sumário
Elemento obrigatório. Deve
conter a enumeração das principais divisões, seções e capítulos de um trabalho,
na mesma ordem em que se encontram, na obra, com a indicação da página inicial
correspondente.
O alinhamento das seções no
sumário deverá ser feito pela margem esquerda, sem reentrâncias, e uma linha
pontilhada deve interligar a coluna de divisões e subdivisões à coluna de
páginas.
A palavra SUMÁRIO deve figurar
na primeira linha dessa página, centralizada, com letras maiúsculas, recurso
tipográfico negrito e espaçamento entre linhas de 1,5 cm e, após três espaços,
deve-se iniciar a primeira seção. Os elementos pré-textuais, a saber, lista de
ilustrações, lista de abreviaturas, siglas e símbolos e resumo devem constar no
sumário, entretanto, não deve haver indicação do número da página.
As seções que compõem o sumário
devem acompanhar a seqüência do trabalho e a apresentação tipográfica. A
formatação desses itens, que aparecem na própria página do sumário, deve
obedecer: espaçamento entre linhas de 1,5 cm, alinhamento à esquerda, sem
reentrâncias, e um espaço (1,5cm) para separar as seções primárias. Os
sub-itens devem ter alinhamento à esquerda, respeitando que o inicio dos itens
(numeral) se dê abaixo da primeira letra do título.
No caso de títulos que
ultrapassem uma linha, a segunda linha e as subseqüentes alinham-se à esquerda
coma letra da primeira linha. O limite á direita é ditado pelo final da linha
pontilhada, que liga os elementos e a indicação do número da página inicial da
seção no texto.
Os títulos das seções devem
estar representados em letras maiúsculas, negritadas, fonte 12. Os sub-títulos
principais devem estar representados em letras maiúsculas, sem negrito.
Sub-títulos com 3 numerais indicativos deverão ser representados em letras
minúsculas, com negrito. Sub-títulos com quatro numerais devem ser
representados em letra minúscula, sem negrito.
2.3.2.9
Listas
de ilustrações/ Lista de Figuras/ Lista de Tabelas /Lista de Quadros
Elemento condicionado à
necessidade do trabalho. Deve conter a relação de Figuras, ou Tabelas, ou
Quadros ou Mapas, ou Organogramas, na mesma ordem em que aparecem no texto,
devendo figurar em páginas distintas, com apresentação semelhante a do sumário.
Os diversos elementos, a saber, Tabelas, Figuras, Quadros, etc., devem constar
em páginas separadas, intituladas como: Lista de Tabelas, Lista de Figuras,
Lista de Quadros, desde que a lista apresente, no mínimo, cinco itens.
Entretanto, quando o número de elementos das diversas listas for inferior a
cinco, estas podem ser reunidas numa só lista, denominada Lista de Ilustrações.
A ordem das listas obedece à
seguinte seqüência: lista de figuras, lista de tabelas, lista de quadros e
lista de gráficos.
A palavra LISTA (e sua
seqüência) deve figurara na primeira linha dessa página, com letras maiúsculas,
alinhamento centralizado, recurso tipográfico negrito, espaçamento entre linhas
de 1,5 cm e, após três espaços, deve-se iniciar a primeira chamada.
A formatação desses itens que
aparecem na própria página da LISTA deve obedecer espaçamento entre linhas de
1,5 cm e alinhamento à esquerda, sem reentrâncias.
2.3.2.10
Lista
de abreviaturas, siglas e símbolos
Elemento condicionado à
necessidade do trabalho. Deve conter a relação, em ordem alfabética, de
abreviaturas, siglas e símbolos utilizados no corpo do trabalho, com a mesma
padronização da Lista de Ilustrações.
2.3.2.11
Resumo
Elemento
obrigatório. Deve conter a apresentação concisa dos pontos relevantes de um
texto, especificando a justificativa, os objetivos, métodos, resultados e
conclusões do trabalho. Deve ser redigido de forma impessoal, com o verbo na
voz ativa, não ultrapassando a 500 palavras, em um parágrafo único, com
espaçamento simples (1cm), seguido de três palavras-chave. A palavra RESUMO
deve figurar na primeira linha dessa página, com letras maiúsculas, alinhamento
centralizado, recurso tipográfico negrito e, após três espaços de 1,5 cm,
deve-se iniciar o cabeçalho.
O cabeçalho
de conter: sobrenome do autor em letras maiúsculas, seguido do nome. Título do
trabalho em negrito. 2007. Número de folhas do trabalho. Monografia – Curso,
Instituição. Cidade, 2007.
Após o
cabeçalho, identificar o Orientador e a data da apresentação da monografia.
O texto
deve ser iniciado após dois espaços de 1,5 cm.
2.3.3 Elementos
textuais
2.3.3.1 Introdução
A
introdução é a parte inicial do texto onde se expõe o assunto como um todo.
Nela deve constar a importância ou relevância do tema, a justificativa da sua
escolha, a exposição dos objetivos, a menção de outros trabalhos desenvolvidos
a respeito do tema e, por último, o plano de desenvolvimento do assunto
(subdivisões do trabalho). Nesta parte do trabalho, é fundamental que seja
embasado o foco de importância do tema para a comunidade científica, social,
financeira e cultural. Tem por objetivo situar o leitor na questão, colocando-o
a par da relevância do problema e do método de abordagem. A Introdução tem por
finalidade a formulação simples e clara do tema de pesquisa e apresentação
reduzida do status questionis, e fixa
os seguintes componentes:
a) Justificativa
A justificativa é a parte do capítulo
da introdução que enfatiza a importância do tema no contexto do desenvolvimento
do trabalho. É onde se justificam os porquês da escolha do tema e sua
relevância. Diz respeito às contribuições para com a teoria/prática.
b) Objetivo Geral
No
item objetivo geral é abordado o foco de desenvolvimento do trabalho.
c) Objetivos Específicos
Neste
item abordam-se as etapas e os focos de desenvolvimento parcial do trabalho,
definidos com o intuito de alcançar o objetivo geral.
d)
Limitantes
Os
limites são descritos com intuito de delimitar focos de atuação e pesquisa.
2.3.3.2
Desenvolvimento
O
desenvolvimento, também chamado de corpo do trabalho, é a parte mais importante
e, também, a mais extensa do texto.
Divide-se geralmente em seções e subseções que diferem entre si de acordo com a
natureza do problema, dos objetivos e da metodologia adotada. Deve ser pautado
pela lógica na seqüência das idéias, caracterizando harmonia interna e
homogeneidade. Segundo Becker, Farina e
Scheid (apud LOUREIRO e CAMPOS, 1999, p.18), “o principal objetivo do
desenvolvimento é o de comunicar os resultados da pesquisa, mediante a
exposição e a fundamentação lógica do tema”.
Também faz parte do desenvolvimento a
utilização de ilustrações (figuras, tabelas e quadros) para completar e
ilustrar as idéias dos textos, quando for conveniente.
Tem
por finalidade expor e demonstrar; é a fundamentação lógica do trabalho.
Propõem o que vai provar, em seguida explica, discute e demonstra. É composto de um pequeno texto inicial e por
capítulos ou partes redacionais e comunicativas a posteriori.
Esta parte do trabalho cientifico precisa apresentar
objetividade, clareza e precisão, e sua exposição supõem o cumprimento de três
estágios:
a)Explicação
b)Discussão
c)Demonstração
Tal conteúdo é dividido
sistematicamente em capítulos e/ou partes, sendo que cada qual trará um subtema
derivado do tema geral proposto. Esta fundamentação deve ser exposta e provada
através de reconstrução racional que tem por objetivo explicar (tornar
evidente, descrevendo, classificando e definindo), discutir e demonstrar
(comparando dialeticamente as várias posições dos autores) e diagnosticar
(aplicar a argumentação apropriada à natureza do trabalho). É partir de
verdades garantidas para novas verdades.
2.3.3.3
Caso
Prático ou Estudo de Caso
Este item poderá abordar
sub-itens de caracterização do tema à realidade pesquisada, metodologia (tipo
de pesquisa; forma de trabalhar os dados (onde, fonte, instrumento utilizado,
quando, visão dos autores sobre o procedimento); amostra, delimitação, critério
da amostra), resultados e conclusões práticas do estudo.
Em caso de pesquisas
bibliográficas, este item não é utilizado no corpo do trabalho.
2.3.3.4
Conclusões
e recomendações
A conclusão deve ter o texto
como fundamento, contendo deduções lógicas correspondentes aos objetivos da
pesquisa. Pode, também, ser um resumo da argumentação desenvolvida no corpo do
trabalho ou uma síntese das conclusões parciais enunciadas.
A conclusão não é um simples resumo final,
mas é, sim, fundamentalmente a afirmação sintética da idéia central e dos
pormenores apresentados no texto. Por isso deve conter comentários e
conseqüências próprias da pesquisa. É a síntese de toda reflexão; é a superação
dos conflitos conceituais e de contradições detectadas durante a análise do
problema.
As recomendações de
continuidade de pesquisas ou aplicações, bem como de análise de novos contextos
correlatos, podem e devem acontecer.
2.3.4
Elementos
pós-textuais
2.3.4.1 Referências
Elemento
obrigatório. Deve conter a relação das obras citadas no trabalho, devendo ser
apresentadas no final do mesmo em ordem alfabética e ordenadas de forma
consecutiva, de modo a permitir sua identificação. É muito importante no
contexto do trabalho, permitindo pesquisas posteriores à outros pesquisadores,
bem como classifica a abrangência da pesquisa realizada pelo autor do trabalho
em questão.
Essa documentação assume formas
extremamente variadas, desde livros, revistas, documentos legislativos e
materiais cartográficos, até fontes audiovisuais, eletrônicos e informação
verbal, sendo suas referências regulamentadas, na sua maioria, pela ABNT.
A palavra REFERÊNCIAS deve figurar na primeira linha dessa página, com letras
maiúsculas, alinhamento à esquerda, recurso tipográfico negrito, sem numeração
anterior e, após três espaços de 1,5cm, deve-se iniciar a apresentação das
referências.
As referências devem ser apresentadas com
espaçamento entre linhas simples (1cm), sem recuo na margem esquerda,
alinhamento justificado e um espaço de 1,5 cm para separar uma referência da
outra. Dá-se a entrada pelo sobrenome do autor, com todas as letras maiúsculas,
seguindo do prenome e outro(s) sobrenome(s), se houver. A seguir, apresenta-se
o título da obra, com destaque tipográfico negrito (somente para título e não
para subtítulo), o número da edição se houver), o nome da cidade, o nome da
editora (ou órgão editor) e o ano da publicação.
Seguem
os casos mais freqüentes de documentos utilizados na elaboração de trabalhos
científicos:
a)
Obra escrita por um autor
Menciona-se o sobrenome do autor em letras
maiúsculas, seguido do prenome e outro(s) sobrenome (s), com a(s) primeira(s)
letra(s) maiúscula(s). Pode-se abreviar os nomes iniciais do autor, ou não; no
entanto, deve constar exatamente como aparecem na ficha catalográfica.
O título da obra, com destaque tipográfico
negrito, deve conter somente a primeira letra maiúscula, enquanto que as demais
letras devem estar em minúscula (maiúscula só no caso de nomes próprios). A
seguir figura o número da edição e o nome da cidade, que deve apresentar-se
somente com a primeira letra maiúscula
(não se utiliza a sigla do Estado, exceto quando existir a cidade em dois
estados e no caso do Distrito Federal (Brasília, DF: ; Petrópolis, RJ: ). Seguido
de dois pontos, figura o nome da editora, com as primeiras letras
maiúsculas,e o ano de edição da obra.
Exemplos:
|
ANDERY, M. A. et
al. Para compreender a ciência. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1968.
BOBBIO,
N. As ideologias e o poder em crise.
4.ed. Brasília,DF: UNB, 1995.
CASTRO,
C. M. A prática da pesquisa. São
Paulo: McGraw-Hill Brasil, 1977.
|
b)
Obras do mesmo autor
O nome do autor de várias obras
referenciadas sucessivamente pode ser substituído nas referências seguintes à
primeira por um travessão simples de 6 toques, seguido de um espaço e ponto.
Essa prática, no entanto, é opcional e, no caso de mudar a página, não se deve
iniciar uma nova página somente com o traço de seis toques, sendo, então,
obrigatório repetir o nome do autor.
Exemplos:
|
FREYRE,
Gilberto. Casa grande & senzala:
formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Rio de
Janeiro: Olympio, 1943.
______
. Sobrados e mocambus: decadência
do patriarcado rural no Brasil. São Paulo: Ed. Nacional, 1956.
|
c)
Obra escrita por dois ou três autores
Mencionam-se todos os autores, na ordem em
que aparecem na publicação, separados por ponto e vírgula (o sobrenome sempre
antecedendo o nome), seguido do título da obra, número da edição (se constar na
ficha catalográfica), local (cidade), editora e ano.
Se um livro apresentar o nome do autor
completo, observe essa ordem. Se, em outro livro, o nome do autor aparecer
abreviado, não será necessário padronizá-lo, podendo haver, portanto, nas
referências de um trabalho, nomes completos e nomes abreviados.
Não se pode adotar et al. (que significa “e
outros”) nas referências se não constar na ficha catalográfica do material
lido. Caso apareça nas referências o nome (sobrenome) de dois, três, quatro ou
mais autores, o nome de todos deve constar, obrigatoriamente, no corpo do
trabalho.
Não se usa, por exemplo, et al. no corpo do
trabalho e, nas referências, o nome de todos os autores.
Exemplo:
|
GROUEFF,
S.; CARTIER, J. P. O enigma do cosmo.
Rio de Janeiro: Primor, 1978.
SOUZA,
J.: SILVA, J.;ANDRADE, R.C. Ciência na
historiografia. São Paulo: Atlas, 1970.
WARDE, M. J. et
al. O Banco Mundial e as políticas educacionais. São Paulo: Cortez, 1996.
|
d)
Casos particulares
Nesses casos encontram-se os exemplos de
sobrenomes que indicam parentesco, autores de nomes espanhol e
hispano-americano e sobrenomes ligados por hífen.
Exemplos:
|
ASSAF
NETO, A. Estruturas e análise de
balanços: um enfoque econômico-financeiro: comércio e serviços,
industriais, bancos comerciais e múltiplos. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2000.
GÓMEZ
AMEZCUA, E. Determinação da correção
do trespasse vertical: e a correção entre os dois. 1982. 92 f.
Dissertação (Mestrado em ...) – Faculdade de Odontologia de Bauru,
Universidade de São Paulo, Bauru, 1982.
GUEDES-PINTO,
A. C. Odontopediatria. 2.ed. São
Paulo: Santos, 1991. p.933-944.
|
e)
Obras anônimas
A entrada se dá pelo título da obra,
seguida do número da edição (se houver), local (cidade), editora, ano e número
de páginas (quando constar).
Exemplos:
|
AS
FLORES. 3.ed., Curitiba: Educa, 1980.
GRANDE
Enciclopédia Larousse Cultural, local. Nova Cultural, 1998.
|
f)
Capítulo ou parte de uma obra do mesmo autor
Menciona-se o sobrenome do autor, seguido
do nome. O título do capítulo ou da parte é apresentado sem destaque tipográfico.
Utiliza-se o termo In.:, seguido de
um traço de seis toques (indicando que é o mesmo autor), o título da obra com
destaque tipográfico negrito, local (cidade), seguido de dois pontos, o nome da
editora, ano, finalizando com o número de páginas iniciais e finais.
Exemplos:
|
COUTINHO,
A. Simbolismo, impressionismo e modernismo. In.:______ . Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Livraria São
José, 1959, . p.207-210.
GENTILI,
P. A complexidade do óbvio: os significados da privatização no campo
educacional. In.: ______ . A
falsificação do consenso simulacro e imposição na reforma educacional do
neoliberalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p.72-100.
|
g)
Capítulo ou parte de uma obra de autores diferentes
Menciona-se o sobrenome do autor, seguido
do nome. O titulo do capitulo ou da parte é apresentado sem destaque
tipográfico. Utiliza-se o termo In.:, o nome do(s) autor(es) responsável(is) ou
do(s) organizador(es) (Org.) ou editor(es) (Ed.), o titulo da obra com destaque
tipográfico negrito, local (cidade), seguido de dois pontos, nome da editora,
ano, finalizando com o número de páginas iniciais.
Exemplos:
|
ALVAREZ-URÍA,
F. A escola e o espírito do capitalismo. In: COSTA, M. V. Escola básica na virada do século:
cultura, política e currículo. São Paulo: Cortez, 1996. p.133-144.
FRIGOTTO,
G. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo
educacional. In: GENTILI, A. H. Pedagogia
da exclusão: crítica ao neoliberalismo em educação. Petrópolis, RJ:
Vozes, 1995. p.77-108.
|
h)
Periódicos (revistas e jornais) em partes e no todo.
Menciona-se o sobrenome do autor, seguido
do nome. Apresenta-se o título do artigo (sem destaque tipográfico), o título
do periódico (com destaque tipográfico negrito), a cidade, o número do volume,
o número do fascículo, a página inicial-final, o mês e o ano. Quando constar o ano
ao invés de volume, o correto é transformar ano em volume.
Exemplos:
|
BEVILÁQUA,
C. Unificação internacional do direito privado. Revista de Critica Judiciária, Rio de Janeiro, v.4, n.8,
p.235-243, out. 1928.
GOMES,
M. T. Será que você é um lider? Revista
Você S. A., São Paulo: Abril Cultural, n.1, p.45-51, abr.1998.
NAVESN,
P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha
de São Paulo, São Paulo, 28 jun. 1999, Folha Turismo, Caderno 8, p.13.
REVISTA
BRASILEIRA DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. São Paulo: FEBAB, 1973-1992.
|
A tabela a seguir apresenta a abreviação
dos meses, que devem apresentar-se somente com as três primeiras letras,
seguidos de um ponto. Não se abreviam palavras de quatro ou menos letras. Não
se abreviam, também, o número das páginas iniciais e finais de um livro,
revista ou artigo (Ex.: p. 32-39).
|
Mês
|
Português
|
Inglês
|
Espanhol
|
|
Janeiro
|
Jan.
|
Jan.
|
Ene.
|
|
Fevereiro
|
Fev.
|
Feb.
|
Feb.
|
|
Março
|
Mar.
|
Mar.
|
Mar.
|
|
Abril
|
Abr.
|
Apr.
|
Abr.
|
|
Maio
|
Maio
|
May
|
Mayo
|
|
Junho
|
Jun.
|
June
|
Jun.
|
|
Julho
|
Jul.
|
July
|
Jul.
|
|
Agosto
|
Ago.
|
Aug.
|
Ago.
|
|
Setembro
|
Set.
|
Sept.
|
Sep.
|
|
Outubro
|
Out.
|
Oct.
|
Oct.
|
|
Novembro
|
Nov.
|
Nov.
|
Nov.
|
|
Dezembro
|
Dez.
|
Dec.
|
Dic.
|
I)
Trabalhos acadêmicos (monografias, dissertações, teses, etc.)
Menciona-se o sobrenome do autor, seguido
do nome. Apresenta-se somente o título do trabalho com destaque tipográfico
negrito (somente o titulo, o subtítulo não), seguido do ano e do número total
de páginas. Na seqüência, apresenta-se a discriminação do caráter do trabalho
(tese, dissertação, monografia) e, caso tenha informações do campo do trabalho
apresentado, deve-se incluí-lo entre parênteses (Doutorado em Economia,
Mestrado em Engenharia de Produção). Acrescenta-se um traço, seguido do nome da
instituição onde foi desenvolvido o trabalho, nome da cidade e, finalmente,
repete-se o ano de publicação do trabalho.
Exemplos:
|
ARAUJO,
G. A. M. Máscaras inteiriças Tukúna:
possibilidades de estudo de artefatos de museu para o conhecimento do universo
indígena. 1986. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo, São Paulo, 1985.
|
j)
Enciclopédias e dicionários
Citações de obras dessa natureza seguem a
mesma ordem proposta para trabalhos acadêmicos e outras.
Obs.:
O item tradução, indicando a pessoa ou instituição responsável pela tradução do
documento, é considerado como dado complementar, não sendo obrigatório aparecer
nas referências.
Exemplos:
|
ABBAGNANO,
N. Dicionário de filosofia. 2.ed.
Trad. Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
DICIONÁRIO
de Economia. São Paulo: Abril Cultural, 1985.
|
k)
Trabalhos apresentados em congressos, conferências e outros.
Trabalhos
dessa natureza devem seguir os mesmos passos de citações de livros ou textos
comuns.
Exemplos:
|
MARTIN
NETO, L.; BAYER, C.; MELNICZUK, J. Alterações qualitativas da matéria
orgânica e os fatores determinantes da sua estabilidade num solo podzólico
vermelho-escuro em diferentes sistemas de manejo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
CIÊNCIA DO SOLO, 26., 1997, Rio de Janeiro. Resumos...Rio de Janeiro, Sociedade Brasileira de Ciências do
Solo, 1997. p.443, ref.6-141.
|
l)
Referências Legislativas
Inicia-se
pela jurisdição (ou cabeçalho da entidade, no caso de se tratar de normas),
seguido do título, numeração, e data, ementa e dados da publicação. Quando
necessário, ao final da referência acrescentam-se notas relativas a outros
dados para identificar o documento.
Exemplos:
|
BRASIL.
Constituição (1988). Constituição da
República Federativa do Brasil, Brasilia, DF: Senado Federal / centro
Gráfico, 1988.
SÃO
PAULO. Secretaria de Estado de Saúde. Comissão Interinstitucional de Saúde.
Resolução n.12/89. Aprova o Programa Estadual de Saúde Bucal. Diário Oficial do Estado de São Paulo,
São Paulo, 18 jan. 1989. Seção 1. p.8.
|
m)
Documentos eletrônicos
Aos
documentos eletrônicos devem ser acrescentados o endereço eletrônico (site) e a data em que foi acessado (dia,
mês e ano).
Exemplos:
|
ATLAS
histórico. Isto é Brasil 500 anos: Império. São Paulo: Três, 1998. 1 CD-ROM.
PLASTICULTURA
salva lavouras do frio. Gazeta do Povo, Curitiba, 6 ago. 2000. Seção
Economia. Disponível em: < http://www.gazetadopovo.com.br/jornal/economia/index.html>
. Acesso em: 6 ago. 2000.
SILVA,
D. et al. Informátiva e ensino: visão crítica dos softwares educativos e
discussão sobre as bases pedagógicas adequadas ao seu desenvolvimento.
Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <dirceu@turing.unicamp.br> .
Acesso em: 12 dez.1999.
TEIXEIRA,
A. S. O que é administração escolar? São Paulo, 1976. Disponível em:
<http://www.prossiga.br/anisioteixeira>. Acesso em: 12 dez. 1999.
|
2.3.4.2 Glossário
Elemento condicionado à necessidade do
trabalho, deve conter todo o material elaborado pelo próprio autor, tais como
tabelas, gráficos, desenhos, mapas ou outras figuras ilustrativas; técnica de
pesquisa utilizada (questionários, formulário, entrevista, história de vida e
semelhantes); organogramas, fluxogramas ou cronogramas. Deve-se apresentar
inicialmente uma folha distinta, intitulada como APÊNDICE(S), com as seguintes
características: a palavra APÊNDICE(S)
deve figurar na primeira linha da página, com letras maiúsculas, alinhamento à
esquerda, recursos tipográfico negrito, devendo fazer parte do sumário. Na
página seguinte aparecem, na seqüência, o(s) apêndice(s): Apêndice A: título do apêndice; Apêndice B: o nome desse apêndice, e assim por diante. As seções
do(s) Apêndices(s) não devem aparecer no sumário.
2.3.4.3 Anexos
Elemento condicionado à necessidade do
trabalho, deve conter todo documento auxiliar não elaborado pelo autor, tais
como: quadros, tabelas, legislação, estatutos, regimentos, ilustrações, etc. A
apresentação gráfica dos anexos deve seguir a mesma padronização utilizada para
os apêndices.
2.3.4.4 Glossário antes do apêndice
Elemento condicionado à necessidade do
trabalho. Deve conter a relação de palavras de uso restrito, acompanhadas das
respectivas definições, com o objetivo de esclarecer ao leigo sobre o
significado dos termos empregados no trabalho. Geralmente só aparece em
trabalhos técnicos. A palavra GLOSSÁRIO deve figurar na primeira linha dessa
página, com letras maiúsculas, alinhamento à esquerda, recurso tipográfico
negrito, devendo fazer parte do sumário.
2.3.5 Citações
Citação é a “menção, no texto, de uma
informação colhida em outra fonte. Pode ser uma transcrição ou paráfrase,
direta ou indireta, de fonte escrita ou oral” (LOUREIRO e CAMPOS, 1999, p.31).
Nas citações que constarem no corpo do
trabalho, o sobrenome dos autores poderá figurar com a primeira letra maiúscula
ou todas as letras minúsculas. No entanto, a forma escolhida deverá ser
padronizada em todo o trabalho.
Exemplo:
|
De
acordo com Lakatos e Marconi (1991,
p.76), a “ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à
verdade”.
|
a) Citação
direta
É a transcrição literal, exatamente igual
ao documento consultado. Deve-se citar o sobrenome do autor, seguido do ano da
obra e do número da página.
As
citações de até três linhas devem apresentar-se no corpo do trabalho, entre
aspas, não sendo utilizado o recurso tipográfico itálico ou negrito. Citações
superiores a três linhas apresentam-se em parágrafo próprio, recuadas a 3 cm da
margem esquerda, entre aspas, com recursos tipográficos itálico ou negrito e
com espaçamento entre linhas simples (1cm).
Utiliza-se [...] para suprimir uma parte do
texto. Não se usa (...) e nem somente os três pontinhos.
b)
Citação indireta
É
o texto redigido pelo autor com base em idéias de outro(s) autor(es), que deve,
contudo, traduzir fielmente o sentido
do texto original.
Exemplos:
|
A
lei não pode ser vista como algo passivo e reflexivo, mas como uma força
ativa e parcialmente autônoma, a qual meditiza as várias classes e compete
aos dominantes a se inclinarem às demandas dos dominados (GENOVESE, 1974).
Segundo
Lima (1983), função pode dar a idéia de algo relacionado a atividade ou
tarefa.
|
No caso de citação de obra (direta ou indireta)
com dois ou mais autores, indicam-se os sobrenomes dos mesmos, na ordem em que
aparecem na publicação, separados por ponto e vírgula se estiverem dentro de
parênteses, e com a conjunção “e” se estiverem fora dele.
Pode-se utilizar outros canais de
informações, como dados obtidos através de informação oral (anotações de aulas,
palestras, debates, entrevistas), desde que se comprove de onde foi obtido o
material. Neste caso, deve-se acrescentar uma nota de rodapé, personalizada e não auto-numerada, na mesma
página, informando ao leitor de onde conseguiu a informação.
c)
Citação de citação (apud)
É a menção de um trecho de um documento ao
qual não se teve acesso, mas do qual se tomou conhecimento apenas por citação
em outro trabalho.
Exemplos:
|
“A Ginástica
Ritmica Desportista – GRD, sistematizada no inicio do nosso século por Rudolf
Bode, surgiu da influência de diversas personalidades que se destacaram em
diferentes ramos da cultura humana [...] originaram a transformação que
caracterizou a passagem do século XIX para o século XX, tanto para a
ginástica quanto para a ciência, a filosofia, literatura, arte, pintura,
música, escultura, teatro e educação” (RUBINSTEIN apud MOTT, 1982, p.63).
|
2.4
NORMAS
GRÁFICAS PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE PESQUISA E MONOGRAFIAS
2.4.1 Papel e Margens
O papel deve ser de tamanho Sulfite A4
(21cm x 29,7cm), de boa qualidade, devendo ser usado apenas uma das faces da
folha para impressão. A margem superior do papel deve ter 3 cm; a inferior 2
cm; a margem esquerda 3 cm e a direita 2 cm.
2.4.2 Numeração de Páginas
A numeração das páginas deve ser contínua,
em algarismos arábicos. A contagem das folhas se dá a partir da folha de rosto.
As folhas pré-textuais são contadas, mas não numeradas.
Assim, o primeiro número de página que
aparece no canto superior direito deve estar exatamente na segunda página da
INTRODUÇÃO (centralizado).
2.4.3 Capítulos
e Parágrafos
Os capítulos devem sempre se iniciar em uma
nova página, mesmo existindo espaço ainda, na página anterior. Não se deve
utilizar o termo CAPÍTULO 3 ou CAPÍTULO III. O correto é conter o número
seguido do título do capítulo. Não se deve, também, usar o recurso de
alinhamento centralizado e fonte de letra maior. Cada novo capítulo deve ser
iniciado na primeira linha de uma nova página e, após três espaços de 1,5cm,
deve-se iniciar o primeiro parágrafo desse novo capítulo.
Nomeado como parágrafo americano, o
parágrafo inicia-se na margem esquerda, com alinhamento justificado,
espaçamento entre linhas de 1,5 cm e um espaço para separá-los. Não existe o
recuo da primeira linha ao se iniciar um parágrafo.
2.4.4 Tipo
e tamanho de letra
A ABNT sugere um tipo de letra arredondada
e de bom tamanho. Desta forma, deve-se utilizar a fonte ARIAL, tamanho 12, em
todo o corpo do trabalho, títulos e subtítulos. Exceção deve ser feita quanto
ao tamanho da letra a ser utilizada na capa, folha de rosto e folha de
aprovação, conforme discriminado em cada um desses itens.
O
recurso tipográfico itálico deve ser usado para destacar alguma parte do texto
que mereça esse tratamento e para palavras de origem estrangeira. Não deve ser
utilizado nas citações e nem nas referências.
2.4.5 Espaços
ou entrelinhas
O texto deve ser impresso com espaçamento
entre linhas de 1,5cm em todo o trabalho. A única exceção está nas notas
explicativas, na folha de rosto, no resumo, nas citações maiores que três
linhas, nas notas de rodapé e nas referências, que são impressas em espaçamento
simples (1cm).
Para
separar um parágrafo do outro, utiliza-se um espaço de 1,5cm. Quanto aos
espaçamentos entre os subtítulos dos capítulos das partes componentes do
trabalho e seus respectivos textos, deve-se deixar dois espaços para iniciar o
subtítulo e um espaço para iniciar o conteúdo desse item.
2.4.6 Numeração
seqüencial das seções do texto
Para enumerar as divisões e subdivisões de
um texto, usa-se o sistema de enumeração progressiva, que visa à exposição
lógica do tema e à rápida localização das partes que o compõem.
As seções podem ser primárias, secundárias,
terciárias e assim por diante. As seções primárias referem-se às principais
divisões do texto, correspondendo aos capítulos. As demais são subdivisões da
seção primária, recomendando-se limitá-la até a terciária.
As seções são indicadas por um número e as
características dessa numeração são as seguintes:
1. o
número indicativo antecede os títulos das seções do texto;
2. a
numeração progressiva das seções é aplicada somente à parte textual da
monografia, iniciando pela introdução, sendo após aplicada aos capítulos e,
finalmente, à conclusão;
3. não
são numerados os títulos dos elementos pré-textuais nem os títulos dos
elementos pós-textuais;
4. os
indicativos das seções do texto têm numeração seqüencial, iniciando pela
INTRODUÇÃO; as demais seções primárias recebem os números 2, 3, 4, 5, etc.
5. o
indicativo das subseções é formado pelo indicativo da seção primária a que
pertence, seguido de um ponto e do número que lhe for atribuído na seqüência do
assunto. Não se deve abrir uma seção com somente uma divisão, ou seja, não
existe 2.1 se não existir 2.2;
6. a
numeração é efetuada com algarismos arábicos e deve ser indicada no sumário.
Os elementos do sumário devem acompanhar a
mesma diferenciação gráfica (negrito, letras maiúsculas, letras minúsculas,
iniciais maiúsculas) utilizada no texto.
Exemplo:
|
1 SEÇÃO PRIMÁRIA - maiúsculo, negrito,
centralizado, fonte 14
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA - maiúsculo, sem negrito, `a
esquerda, fonte 12
1.1.1 Seção Terciária - Inicio das palavras em maiúsculo
e negrito.
|
REFERÊNCIAS (negrito,
centralizado e fonte 14)
AMORA,
S. Minidicionário Soares Amora da Língua
Portuguesa. 1.ed.São Paulo: Saraiva, 1997.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Informações
e documentação - referências – elaboração. NBR 6023. Rio de Janeiro,
ago/2000. 24p
LAKATOS,
E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos da
metodologia científica. 3.ed.ver.e ampliada.São Paulo: Atlas, 1991.
LARA,
A. M. de B. Fases para elaboração do
projeto de pesquisa. Maringá:, Universidade Estadual de Maringá, 1992
(Série Apontamentos).
LOUREIRO,
A. B. S.; CAMPOS, S. H. Guia para
elaboração e apresentação de trabalhos científicos. 2.ed. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 1999.
MARTINS,
G. de A. Manual para elaboração de
monografias e dissertações. 2.ed.São Paulo: Atlas, 1994.
MARTINS,
Z. Deus é inocente: crônicas de um
publicitário sobre como você se comunica e o mundo se comunica com você. São
Paulo: Futura, 2002.
MIRANDA,
J. L. C. de. Projetos & monografias.
Niterói: Intertexto, 1999.
ROESCH,
S. M. A. Projetos de Estágio do Curso de
Administração – guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalho de
conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 1996.
SANTOS,
A. R. dos. Metodologia Científica: a
construção do conhecimento. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
SEVERINO,
A. J. Metodologia do trabalho científico.
21.ed.ver. e ampl. São Paulo: Cortez, 2000.
TEDESCHI,
M. A. Metodologia da pesquisa. 2001.
38f (Apostila de apoio do Programa de Pós Graduação do CBES), Curitiba.
Os
trabalhos de pesquisa são organizados de acordo com a estrutura convencional,
amplamente aceita e adotada. A área da saúde pública, pelo seu caráter
multidisciplinar, permite maior flexibilidade na organização de seus trabalhos.
Assim, apesar da estrutura aqui proposta ser a convencional, a critério do
autor ou do orientador pode a mesma ser ampliada, subdividida dentro de cada
parte ou mesmo reunir duas partes em uma.
A
estrutura da monografia, baseada em pesquisa, é a seguinte.
1.1 Introdução
Deve
explicar os motivos da realização do estudo e destacar sua importância,
fornecendo os antecedentes que os justifiquem.
Quando
for o caso, devem ser apresentadas as hipóteses científicas e estatísticas.
Deve
conter uma revisão da literatura em que se apresente a evolução da temática
estudada. Existe tendência em selecionar os trabalhos mais recentes e de maior
relevância ao tema estudado, sem que se faça uma revisão extensa do tema.
A
revisão da literatura pode ser destacada da Introdução, constituindo um
capítulo à parte, a critério do autor.
1.2 Objetivos
Apresenta
os propósitos do estudo, gerais e específicos, os quais deverão nortear todo o
desenvolvimento do trabalho.
Nem
todas as teses requerem uma seção especial dedicada aos objetivos, podendo os
mesmos ser incorporados à Introdução.
1.3 Métodos
É
a descrição completa dos procedimentos metodológicos que permitam a compreensão
dos resultados. Deve conter informações sobre coleta e processamento de dados e
evidenciar as variáveis estudadas. Devem ser apresentados dados sobre local da
pesquisa, população estudada, tipo de amostragem, técnicas e métodos adotados,
incluindo os de natureza estatística. Às técnicas e métodos já conhecidos
deve-se fazer apenas a referência e não sua descrição.
Pode-se
adotar outra denominação para esta parte: Material e Métodos, Procedimentos
Metodológicos, Metodologia, entre outros.
1.4 Resultados
Devem
ser apresentados de forma objetiva, exata e lógica, sem interpretações ou
comentários pessoais. Incluem-se nesta parte tabelas, quadros ou figuras em
geral. Não devem ser repetidos no texto todos os dados das tabelas, quadros e
figuras, destacando-se apenas as observações mais importantes. Sempre que
necessário os dados numéricos devem ser submetidos à análise estatística.
1.5 Discussão
Deve
restringir-se aos dados obtidos e aos resultados alcançados, enfatizando os
novos e importantes aspectos observados e discutindo as concordâncias e
divergências com outros achados já publicados.
Novas
perspectivas podem ser apresentadas, evitando-se hipóteses ou generalizações
não baseadas no conteúdo do trabalho.
Não
se recomenda a junção dos Resultados com a Discussão, formando um único
capítulo. Entretanto, se esta forma for adotada, os resultados devem ser
discutidos na medida em que forem apresentados.
1.6 Conclusões
É
a apresentação do conjunto das conclusões mais importantes, fundamentadas no
texto, respondendo aos objetivos propostos. Podem ser apresentadas
recomendações que visem a contribuir para solução de problemas detectados ou
sugerir outras necessárias.
|
2. Modelo 2 - Atualização
|
Além
dos trabalhos de pesquisa, prevê-se a possibilidade, para mestrados, de
dissertações baseadas em atualizações bibliográficas. Trata-se de trabalho
descritivo com o objetivo de apresentar informações recentes sobre determinado
problema de saúde pública (estado da arte), oferecendo uma visão global e
atualizada sobre a área em questão. Não tem uma estrutura propriamente dita, é
diferente de um trabalho de pesquisa, não incluindo as partes Métodos,
Resultados e Discussão. A regra básica é preparar um plano ou esquema, que
ajudará na organização do trabalho, que obedece a outra estrutura a seguir
apresentada.
2.1 Introdução
Aplica-se,
no que couber, o descrito no Modelo 1 - Pesquisa, com as adaptações que se
fizerem necessárias.
2.2 Objetivos
Aplicam-se
as recomendações do Modelo 1 - Pesquisa.
2.3 Desenvolvimento do Tema
Esta
parte caracteriza-se pela apresentação do texto em capítulos. Deve descrever a
metodologia utilizada, esclarecendo sobre a delimitação e limites do tema
pesquisado, os descritores e fontes de dados utilizados e o período da
pesquisa, dentre outros. Deve-se deixar claro as restrições enfrentadas. Deve
observar o encadeamento lógico das idéias direcionando-as à indicação das
soluções baseadas na literatura e na experiência do autor.
A
organização do texto, a exemplo do que se preconiza para trabalho de pesquisa,
é muito importante para que a comunicação atinja seus objetivos.
Esclareceu-se
que esta parte não deve ser designada como "Desenvolvimento do tema",
devendo ser organizada seguindo o plano/esquema do trabalho.
2.4 Conclusões
Devem
ser destacadas as observações do autor, apontando aplicações e sugestões para
novos estudos.
Referências Bibliográficas
AMORA,
S. Minidicionário Soares Amora da Língua
Portuguesa. 1.ed.São Paulo: Saraiva, 1997.
ANDRADE,
M. M. Introdução à metodologia do
trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 6 ed.- São
Paulo: Atlas,2003.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Informações
e documentação - referências – elaboração. NBR 6023. Rio de Janeiro,
ago/2000. 24p
CERVO,
A. L. ; BERVIAN, P. A. Metodologia
científica. 3. ed. São Paulo:Macgraw-Hill do Brasil, 1983
FREIRE,
P. A importância do ato de ler: em três
artigos que se completam. 7 ed. São Paulo:Cortez, 1984.
GIL,
A. C. Como elaborar projetos de pesquisa.
São Paulo: Atlas, 1987
KAPLAN,
A. A conduta na pesquisa:
metodologia para as ciências do comportamento. São Paulo: Herder/EDUSP, 1969.
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I. G. V. Argumentação e linguagem.
3. ed. São Paulo: Cortez, 1993.
LAKATOS,
E. M. Fundamentos da Metodologia
Científica. São Paulo: Atlas, 1985.
LAKATOS,
E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos da
metodologia científica. 3.ed.ver.e ampliada.São Paulo: Atlas, 1991.
______.
Metodologia Científica. 2. ed. ver.
e aum. São Paulo:Atlas, 1991.
LARA,
A. M. de B. Fases para elaboração do
projeto de pesquisa. Maringá:, Universidade Estadual de Maringá, 1992
(Série Apontamentos).
LOUREIRO,
A. B. S.; CAMPOS, S. H. Guia para
elaboração e apresentação de trabalhos científicos. 2.ed. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 1999.
MARCONI,
M. de A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de
pesquisa. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1990.
MARTINS,
G. de A. Manual para elaboração de
monografias e dissertações. 2.ed.São Paulo: Atlas, 1994.
MIRANDA,
J. L. C. de. Projetos & monografias.
Niterói: Intertexto, 1999.
REY,
L. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blüchcher; Rio
de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 1987.
RUIZ,
J. A. Metodologia científica: guia
para eficiência nos estudos.3 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
ROESCH,
S. M. A. Projetos de Estágio do Curso de
Administração – guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalho de
conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 1996.
SANTOS,
A. R. dos. Metodologia Científica: a
construção do conhecimento. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
SEVERINO,
A. J. Metodologia do trabalho científico.
21.ed.ver. e ampl. São Paulo: Cortez, 2000.
TEDESCHI,
M. A. Metodologia da pesquisa. 2001.
38f (Apostila de apoio do Programa de Pós Graduação do CBES), Curitiba.